
... deste dia como se fosse ontem. O coração de Lisboa acordou debaixo de fogo e a notícia caiu que nem uma bomba: a maior tragédia desde o longínquo terramoto de 1755. Poderia ter sido uma manhã como tantas outras num tempo em que as férias eram mesmo GRANDES, mas essa manhã ficará para sempre guardada na minha memória: estava de férias numa Zambujeira do Mar pacata e longe dos tempos de reboliços festivaleiros... o rádio do carro sintonizado na TSF... o Chiado ardia. Aquele sítio onde passeava de mão dada com a minha mãe, via as montras e fazíamos compras...tinha virado cinza. E o pior... também tinha desaparecido uma loja de brinquedos gigante que me encantava cada vez que lá passava: a minha preferida, da qual não recordo o nome... penso que seria na Rua Garrett. Lembro-me como se fosse hoje... mas foi à 20 anos!!! É, em alturas destas, que sentimos o peso da idade!!! Uma coisa é certa, mesmo com mais 20 anos em cima, continuo uma Chiado lover. Há quem diga que o Chiado, que Siza Vieira fez renascer das cinzas, não é o mesmo de outrora, mas tem o seu toque de contemporaniedade que aprecio muito... e não me canso de o subir e descer...