domingo, maio 24, 2009

Procura-se*


... sol... calor... praia... mar... mergulhos salgados... bronze... o cheiro do creme solar, da melancia e das bolas de berlim... gelados... as sestas revigorantes de meia-hora... esplanadas... noites quentes ao luar... conversas no calçadão... corpos dourados e ávidos de contacto(s)... havaianas nos pés... vestes leves com cores alegres e suaves... bikinis coloridos... unhas pintadas... passeios descalça pela areia molhada... leituras ao pôr-do-sol com a praia (quase) vazia... o regresso a casa depois de um dia exaustivo (de praia)...

Falta muito para o Verão chegar!?! Alguém sabe...

* não necessariamente por esta ordem...

sábado, maio 23, 2009

Sábado cinzento

O tempo chove-não-chove estava mesmo a pedir algo que não fazia à algum tempo: ir ao cinema. Confesso que já tinha saudades de me sentar na sala escura e deixar-me levar pela história... E que história: Gran Torino, realizado e protagonizado por Clint Eastwood. Uma obra-prima como já não via à algum tempo na sétima arte e posso dizer que sai da sala com uma sensação maravilhosa: as duas horas mais bem empregues do meu dia. Afinal, cinema à séria é coisa que não tem abundado nos últimos tempos.


Um filme que vale a pena ver pelo desempenho carismático de Clint, pela história de uma amizade inesperada, pela lição de humanismo que dá a quem o vir, pelas emoções que nos transmite, pela proximidade das personagens ao espectador, pela forma como nos toca, pela actualidade e realidade que retrata - a personagem de Clint (Walt Kowalski) sente-se um estranho no seu próprio bairro devido à invasão de imigrantes de todas as cores e crenças, acabando por encontrar nalgumas dessas pessoas o consolo que a sua prória família não lhe dá.
O final é comovente e confesso que rolaram lágrimas enquanto a ficha técnica subia no ecrã, ouvindo o sussurrar de Clint enquanto intrepretava a canção-tema do filme (lindo!). Ali fiquei sentada a pensar, a recompôr-me durante uns segundos, que viraram minutos, a digerir o que tinha visto, a reunir forças para me levantar e sair para a realidade que me esperava cá fora.

quarta-feira, maio 13, 2009

Sugestão

Para os amantes de um pequeno-almoço tardio e reforçado nos dias de descanso, aconselho uma ida à pastelaria Pão de Canela, situada na Praça das Flores em São Bento. A esplanada convida à leitura, ao descanso e a conversas sem fim. O brunch tem lugar aos sábados, domingos e feriados das 10h às 16h, com preço fixo (9,90€) e inclui bebidas. O buffet dispõe de ovos, bacon, salsichas, iogurtes, cereais, pão, croissants, scones, salmão fumado, queijo fresco, salada de frutas, entre outros. Digno de um hotel conceituado ou mesmo de um banquete real. Para comer, comer e matabichar* como uma rainha ou rei, consoante o género.

* referente a matabicho, a primeira refeição do dia por terras moçambicanas, isto é, pequeno-almoço em Portugal.

segunda-feira, maio 11, 2009

Over :'(

Mais cinco dias de trabalho e chega o próximo ;)

domingo, maio 10, 2009

Quero...

...conhecer o mundo...

Beber um gin tónico no Peter Café Sport original (Açores, Faial, Horta)...
Viver Madrid...
Voltar a Paris...
Perder-me pela Itália que (ainda) não conheço: Roma, Florença, Nápoles, etc....
Rumar à Europa de Leste: Praga, Budapeste, Bratislava, Viena, entre outras...
Experienciar o famoso sol da meia-noite no Norte da Europa...
Assistir ao pôr-do-sol e nascer do sol em Ibiza sem pregar olho all night long FIESTA...
Ver Nova Iorque com outros olhos...
Visitar as estrelas de Hollywood...
"Californiar" e fazer um stop em San Francisco...
Fazer um cruzeiro pelas Bahamas...
Beber margheritas de molho nas águas cálidas da Rivieira Maya (sem a gripe suína por perto)...
Dançar reggae na areia da praia das terras de Bob Marley...
Dar as boas vindas ao novo ano em Copacabana vestida de branco (como manda a tradição) numa tentativa de mudar a minha sorte para melhor. Desfilar pelo calçadão, subir ao Corcovado e descer até às praias de Angra e Búzios...
Aprender a dançar o tango nas avenidas de Buenos Aires...
Pisar a linha do Equador por terras de São Tomé e Príncipe...
Fazer um safari nocturno no Kruger Park...
Explorar a África do Sul a bordo do Baz Bus: de Jo'burg a Cape Town (via Swazi)...
Calcorrear as estradas esburacadas de Moçambique, começando em Inhambane e subindo até lá acima ao norte... sempre pela linha da água e com a Ilha de Moçambique como um dos horizontes...
Fazer as malas rumo à Malásia...
Adormecer a ouvir o mar num bungalow sobre a água nas Maldivas...
Embarcar num avião com destino a Bora bora ou Papeete (Polinésia Francesa)...
Fazer compras em Hong Kong...
Apanhar o jetfoil até Macau...
Apreciar as manobras dos surfistas nas ondas de Bali...
Conhecer Sydney à segunda vez depois de uma tentativa falhada (graças aos manifestantes tailandeses!)...
Visitar o país antípoda de Portugal: a Nova Zelândia, que se encontra diametralmente oposto, como explica aqui.

FIM

Penso que está cá tudo, mas a lista de fugas tende a crescer a olhos vistos.
Haja saúde e €s na conta bancária para concretizar tudo o que paira na minha mente fértil...

sábado, maio 09, 2009

Saudades...

@ Miradouro de São Pedro de Alcântara a 4 de Abril 2009

... de um time out na capital a aproveitar o sol numa esplanada com vista Tejo, Castelo ou outra colina da cidade. Graças a São Pedro, não me pude dar a esses luxos no dia de hoje. A chuva começou a cair copiosamente, as ruas foram varridas por uma ventania gélida e o regresso a casa foi inevitável. O aconchego do sofá ganhou a minha companhia devido à intempérie que se faz sentir. Até parece que estamos em Janeiro ou Fevereiro, mas o calendário diz que estamos em Maio. Aguardo por melhores condições atmosféricas dignas da época... que os dias da semana que passou voltem, sejam constantes e não uma miragem. Será pedir muito?

sexta-feira, maio 08, 2009

A 7 de Maio...

... é como quem diz ontem, chegou às bancas um novo diário I. Sim, é esse mesmo o nome da publicação recém-nascida. I de informação, de instante, de inovação. No editorial, o director Martim Avillez Figueiredo salienta que " o I quer devolver a agressividade que os jornais diários perderam, a profundidade que os semanários esqueceram e a sofisticação que as revistas procuram". De facto, as intenções são as melhores do mundo... Esperemos que as promessas se cumpram e que o I seja mesmo a tal pedrada no charco que a imprensa portuguesa necessita. Cá estarei para o comprovar nas próximas leituras...

E ainda...

Após seis anos de construção e de um investimento de 300 milhões de euros (só!?!? lol), abriu o maior centro comercial do país na Amadora (essa bela localidade!not): Dolce Vita Tejo, com 297 lojas, estacionamento gratuito e uma cidade em miniatura, kidzania. Estamos em crise e vá de abrir mais shoppings para a malta torrar os poucos €'s que vai recebendo. É o país que temos...

sábado, maio 02, 2009

Leituras no Parque


Estamos em Maio e o Parque Eduardo VII já ganhou uma mobília nova: quatro esplanadas, um auditório central, as barraquinhas de comes e bebes, mais gente do que é costume a passear, pavilhões modernos e amarelos, cheios de livros.
A 79ª Feira do Livro de Lisboa arrancou mais cedo do que é habitual, decorrendo de 30 de Abril a 17 de Maio, com um autêntico restyling de imagem. Os horários sofreram algumas alterações: de 2ª a 5ª feira das 12h30 às 20h30; 6ª, sábado e véspera de feriados das 11h às 23h; aos domingos encerra às 22h. A animação cultural faz-se sentir através de mesas-redondas, debates, apresentações, lançamentos, existindo também um espaço dedicado à troca de livros - Bookcrossing.
Esta nova feira procura sobretudo a adaptação aos novos ritmos citadinos de trabalho e lazer, assumindo-se como evento fundamental para a divulgação do livro e o fomento dos hábitos de leitura. Apesar da nova "cara", o espírito continua a ser o mesmo.
Todos ao Parque para um passeio no meio dos livros... Eu já fui e trouxe um saco cheio de leitura para os próximos tempos!

domingo, abril 26, 2009

Brown's


... não passa despercebido a quem passa pela Baixa com as suas montras enormes. Não resisti, entrei e fiquei rendida a este Starbucks à portuguesa com um menu de comes mais vasto e os bebes mais acessíveis aos nossos bolsos. A localização é perfeita e o espaço faz-me lembrar os cafés holandeses, designados por “cafés castanhos” (bruin kroeg) devido às suas tonalidades. Os sofás são confortáveis e convidam à conversa ou à leitura, dependendo da companhia e dos humores de cada um. Os bolos têm óptimo aspecto, uma autêntica tentação, dificultando a escolha. Para um feriado de sábado à tarde, a clientela saía e entrava aos poucos, sem enchentes de maior. Um oásis... Tranquilo, sem stress e barulhos irritantes de loiça "chocante"... O spot que fazia falta na Baixa Pombalina. Fiquei fã... e hei-de voltar!


Coordenadas: situa-se na Rua da Vitória, junto à saída da estação Baixa/Chiado (a dos Armazéns) é descer a rua e fica no segundo quarteirão à esquerda. Não tem nada que enganar até porque tem uma esplanada convidativa nos dias de sol...


Abril...

preguiça mil...

Até poderia ser um refresh de uma sabedoria popular que já não é o que era, mas serve para expressar a razão do meu silêncio: PREGUIÇA... mais do que o habitual! Confesso que a tarefa de actualizar o blog com novas postagens ficava sempre para amanhã... e eis que o amanhã chegou... ao final de algumas semanas de ausência. Estou de volta com alguma preguiça, mas cá estou para vos brindar com novos posts. Mi aguardem...

sábado, abril 25, 2009

35 anos

... de liberdade... de democracia... de 25 de Abril!


Mais do que um feriado, o 25 do 4 de 74 é um marco histórico na vida portuguesa, o virar de uma página obscura da nossa história. Viver em ditadura é uma realidade que me foi dada a conhecer apenas pelos livros e testemunhos de quem viveu naquele tempo - o da "outra Senhora". O que sei sobre a Revolução dos Cravos deve-se às aulas de história, à televisão e cinema. Apesar de não ter vivido naquela época, confesso que me sinto orgulhosa por aquilo que fizeram: uma luta pacífica para que hoje tivéssemos LIBERDADE e não vivéssemos na égide da censura e repressão. Outrora, uma miragem... A LIBERDADE é, actualmente, um dado adquirido, ao qual nem sempre se dá o devido valor. Devemos usufruir dela com conta, peso e medida, evitando a sua banalização extrema, sem esquecer dos seus limites e dos nossos deveres a cumprir.

OBRIGADA Capitães de Abril...

domingo, abril 05, 2009

Marley & me


Depois de me ter deliciado com a leitura do livro, não podia deixar de ver o filme. Como seria de esperar, o primeiro é mais rico do que o segundo, com mais pormenores e situações que não são mencionadas no grande ecrã. O essencial está lá...
Uma lição de vida, que nos transporta para um autêntico looping emocional de arrancar gargalhadas e soltar lágrimas de tristeza perante esta história verídica que tem como protagonista um labrador. O doce cãozinho, Marley (em homenagem ao grande Bob Marley), revela-se um autêntico furacão e transforma por completo a vida do recém casal Grogan, John (Owen Wilson) e Jennifer (Jennifer Aniston). As peripécias sucedem-se e Marley não é só o pior cão do mundo - irrequieto, destruidor e desobediente -, mas também o verdadeiro amigo e companheiro da família, que acabou por se render aos seus encantos. O lado dramático não deixa de marcar presença, associado à relação de Marley com os seus donos, sobretudo na decisão final de "pô-lo a dormir". A última cena de Marley é tocante: com os seus olhos fixos no dono e em nós (espectadores), enquanto os fecha gradualmente e lhe agradece por tudo, inclusivé por o deixar partir. As lágrimas escorriam-me pela cara abaixo e a sala (em peso) fungava, tirando uns miúdos insensíveis que não devem ter percebido a mensagem que Marley era mais do que um cão para aquela família... O melhor e fiél amigo de todas as horas tinha partido e não ia voltar. Só quem já tenha passado por isso sabe dar o devido valor.


Um conselho: leiam o livro e deixem que Marley entre pelas vossas vidas, divirtam-se com as suas trapalhadas e comovam-se com esta ternurenta história de amizade e cumplicidade entre seres de diferentes espécies. Garanto que não se arrependem. O filme vem apenas completar o imaginário literário de cada um. E mais não escrevo porque perderia toda a piada...