sábado, maio 19, 2007

quinta-feira, maio 17, 2007

Desabafo

E se os traços contínuos das estradas nacionais se transformam-se, como por magia, em muros!?! Aposto que as estatísticas da sinistralidade rodoviária subiam drasticamente...
Experimentem circular no caos do tráfego lisboeta em plena hora de ponta e percebem do que falo... É o salve-se quem puder... Vale tudo, sobretudo ignorar os contínuos! Só gostava de saber o motivo da corrida desenfreada daquela gente, que adora apitar, barafustar e enervar-se logo pela fresquinha num dia de sol e ameno de Primavera... Haja paciência! (suspiro)

terça-feira, maio 15, 2007

Regresso ao passado

... mais precisamente aos tempos de estudante. Quase quatro anos depois do curso terminado, voltei a entrar na FCSH (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) à Avenida de Berna para levantar o afamado diploma...
À primeira vista, pouco ou nada mudou. A campanha eleitoral para a Associação de Estudantes está em marcha. A bela esplanada amarela continua no mesmo sítio, lembrando as tardes de sol, as conversas e, consequentemente, o estudo adiado com os livros e as fotocópias em cima da mesa. A Casa das Folhas já não existe ou mudou de instalações. No seu lugar, está uma MEGA tenda branca, em cujo toldo se lê Sabor @ Nova. Lá dentro: uma BIG esplanada e uma espécie de Quente e Frio* gigante. No átrio da Torre, tudo igual... O bar continua a dividir fumadores e não fumadores, tem umas cadeiras novas e um plasma "informativo". O Quente e Frio alargou as suas alternativas.
A FCSH continua igual, enquanto espaço, mas a moldura humana mudou. Desconhecidos passam por mim: já não pertenço aqui, mas há recordações que o tempo nunca vai apagar. Afinal, há lugares que nos marcam para sempre... e as pessoas que lá conheci também mudaram de morada. Circunstâncias da vida...


* Para quem não se lembra: o mini quiosque do bar, cujas baguetes nos safavam quando a ementa não era do nosso agrado.

Ruptura

Um filme surpreendente com os desempenhos excepcionais de Anthony Hopkins e Ryan Gosling num tenso duelo de intelecto e de estratégia, mas uma "ruptura" pode ser sempre encontrada numa fachada aparentemente perfeita. Afinal,"até um relógio avariado está certo duas vezes ao dia...", Ted Crawford (Mr A. Hopkins) dixit.
Mais uma boa surpresa nas salas nacionais, que merece destaque. O La Luna recomenda...

domingo, maio 13, 2007

Chill out and relax: I love you!

Não há melhor do que chegar a casa depois de um dia de trabalho, encher a banheira de água (e alguns pózinhos prilimpimpim), mergulhar lá dentro e gozar de um momento verdadeiramente zen... Hummm sinto-me outra, uma nova mulher! O stress e as más energias ficaram naquela água e foram pelo ralo abaixo. PUFF

segunda-feira, maio 07, 2007

DÚVIDA

Sábado à noite... Teatro Maria Matos à pinha... Motivo? A peça Dúvida de John Shanley, protagonizada por Eunice Muñoz e Diogo Infante. O autor situo-a algures no Bronx, nos anos 60, centrando a sua história num miúdo afro que está presente do primeiro ao último minuto - mas que nós não vemos. A cor da pele é apenas um adereço porque a questão em dúvida é absolutamente actual: a pedofilia. E mais: saber como lidamos com o boato e o que fazemos à verdade ou ao seu pressentimento.
Eunice Muñoz encarna na perfeição a Madre Superiora, Aloysius: rabugenta, céptica, sóbria, seca e cruelmente intuitiva. É ela que constrói a suspeita, tornando-se titular de uma certeza que defende com uma frontalidade desarmante e ataca com uma malícia que choca. O padre Flynn (Diogo Infante) é compreensivo, tolerante, didáctico e desportista, com grande popularidade no rebanho. Contudo, é suspeito de assediar sexualmente uma criança de 12 anos. A Madre Superiora acusa-o e o Padre reclama a sua inocência. Será ele culpado ou inocente?
Quando cai o pano, cabe-nos elaborar sobre a moral dos fins e dos meios.
O sucesso da Dúvida deve-se a um bom texto, excelentes actores e à majestosa encenação, dotada da simplicidade que convém à dureza da discussão. É, certamente, uma boa peça para quem tenha dúvidas e uma boa maneira de conhecer a dúvida para quem tenha certezas...
Uma coisa é certa: jamais esquecerei a metáfora sobre o que é o boato. Imaginem uma almofada de penas... Se for aberta, as penas espalham-se. Em caso de arrependimento, se quiser reparar o mal produzido, terá de recolher uma a uma as penas levadas pelo vento. Impossível. Ei-lo: o boato. Irreparável...

sábado, maio 05, 2007

O Mistério da Estrada de Sintra

... é o novo filme de Jorge Paixão da Costa, baseado nas origens desse folhetim, escrito por Eça de Queirós e Ramalho Ortigão, para o Diário de Notícias no ano de 1870. Um filme de época, protagonizado por Ivo Canelas (Eça de Queirós) e António Pedro Cerdeira (Ramalho Ortigão), em homenagem à amizade destes dois autores durante um processo de escrita imaginado, que se alimentava da realidade e que a provocava. Do vasto elenco desta co-produção, constam nomes sonantes como Rogério Samora, Nicolau Breyner, José Pedro Vasconcelos, Flávio Galvão...
Em início de carreira, Eça e Ortigão, munidos de cartola, bengala e algum espírito crítico, decidem acordar uma sociedade portuguesa ociosa e à mercê de melhores dias com uma pedrada no charco: uma crónica de costumes com honras de primeira página, como se de uma notícia real se tratasse, deixando os seus leitores em suspenso com as incongruências burlesca desta história e seus triângulos amorosos, duelos, condessas adúlteras, tentações cubanas, ingleses caçadores de tigres de Bengala. À medida que o folhetim avança, os escritores sofrem na pele as perseguições daqueles que sentem a história como real.
Um retrato do universo queirosiano: os caminhos de Monserrate, a Lisboa das esplanadas e do S. Carlos, as tertúlias... Mais do que isso, põe a nú a relação daqueles dois: suas zangas, disputas e reconciliações. No final do filme, Queirós afirma: «A amizade é uma coisa muito bonita. Talvez seja essa a moral da história.»

Não deixa de ser surpreendente o reencontro com personagens do universo das aulas de Língua Portuguesa, olhando-os de uma outra perspectiva e com vontade de os conhecer melhor. Vale a pena ver até porque, é lamentável afirmá-lo, nem parece um filme português...

quinta-feira, maio 03, 2007

Diz que é uma espécie de frente fria...

... que tem atravessado Portugal. O tempo anda virado do avesso. Tanto chove a potes como está um sol radioso... E calor que é bom: NADA!!! 'Tá mal... O calendário diz que estamos em Maio e não em Fevereiro. Seja lá quem for o responsável por esta desordem, oriente-se... Queremos de volta aquele tempo ameno da época: termómetro a rondar os 20 graus, sol e uma leve brisa refrescante. Será pedir muito!?!

Vi...

... e gostei: um thriller com suspense e sensualidade q.b.. Halle Berry e Bruce Willis desdobram-se em múltiplas identidades em busca da verdade, levando a um desfecho pouco prevísivel...
Uma boa surpresa!

sábado, abril 28, 2007

Sua Excelência, o candidato

O senhor da foto dispensa apresentações. Para quem anda distraído (ou menos atento) às maravilhas da natureza humana, trata-se de um galã brasileiro, cataplutado para a fama ao protagonizar a novela da TV Globo Laços de Família. Na vida real, Reynaldo Gianecchini foi casado oito anos com a jornalista Marília Gabriela, 24 anos mais velha. Ilucidados!?!

Eis que os palcos portugueses foram brindados com a sua visita como protagonista da peça “Sua Excelência, o candidato” da autoria de Jandira Martins e Marcos Caruso. Uma divertida comédia política onde Reynaldo Gianecchini funciona como um chamariz para o público, sobretudo feminino. Contudo, o restante elenco "desconhecido" é uma boa surpresa com desempenhos sublimes.

Orlando (Reynaldo Gianecchini) é um jovem candidato a um cargo público e pouco preparado para tal, cuja amante, Laura (Lara Córdula) é esposa de Ezequiel (Paulo Coronato), o chefe político que será responsável pela sua escolha. Acrescente-se uma mãe solteira, Marli (Tânia Casttello), que dez anos depois de conceber o seu filho vem exigir responsabilidades ao pai da criança – exactamente Orlando, o possível candidato. Para culminar, acrescente-se um porta-voz bajulador, Atos (Norival Rizzo), um mordomo-travesti - Eurípedes (Wilson de Santos) - e um sindicalista aguerrido, Kagashima (Massayuki Yamamoto). Melhor é impossível... Uma noite bem passada, sempre a rir. Hilariante!

Durante duas horas, os bastidores da política brasileira são desvendados sem dó nem piedade. A verdadeira face do poder não olha a meios para atingir os seus fins, valendo tudo. Corrupção é a palavra de ordem! Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência... ou não! (cof cof)

terça-feira, abril 24, 2007

À mesa @ Mercearia Vencedora

Os dias minguantes já lá vão, por isso há que aproveitar os longos finais de tarde da época. Lisboa é uma cidade cheia de recantos para o fazer e a escolha torna-se, por vezes, árdua. A beira rio é sempre uma boa opção, sobretudo o spot Jardim do Tabaco (a Santa Apolónia). Nada como beber algo na esplanada para abrir o apetite e contemplar o Tejo, que quase nos beija os pés.
Quando a fome aperta, está na hora da janta na Mercearia Vencedora com especialidades italianas e brasileiras, sendo aconselhável reserva prévia. Se me permitem a sugestão, eis a ementa recomendada por moi-même com conhecimento de causa (ora nem mais!):

Entradas:
Cogumelos gratinados com Manteiga d'Alho
Linguiça Assada

Prato principal:
Picanha com Alho
Acompanha: Batata Assada, Feijão Preto, Arroz, Salada

Bebida:
Sangria (branca ou tinta)

Sobremesa:
Tiramissú

Água na boca!?! Muitaaa... A meu ver, come-se ali a melhor picanha de Lisboa e arredores: cortada fininha e com um leve travo diferente da picanha "normal". O acompanhamento vem em quantidades abissais, alimentando um batalhão.
O serviço é agradável. O ambiente não culmina na algazarra, mas ameaça fazê-lo, havendo sempre um ou outro grupo mais numeroso e animado. Jantar em paz e sossego não será fácil. O espaço é magnífico com uma vista fabulosa e uma decoração minimalista. À luz do dia, deve ganhar outro encanto... Huummm! Fica a sugestão...

quarta-feira, abril 18, 2007

(quase) PERFEITO

by Francisco Gomes 2006-04-17 (foto -reportagem em www.lifecooler.pt)

Hummm... são finais de tarde como os de hoje que nos enchem a alma. Esteve-se muito bem no sexto piso do Bairro Alto Hotel ao Camões. Um cappuccino naqueles sofás, boa conversa e música de fundo de qualidade. Como diria o outro, perfeito perfeito seria uma leve brisa estival em vez do vento gélido (in)suportável que se fazia sentir.
A vista é linda demais: Lisboa com toda a sua luminosidade no auge. Maravilhoso...

by Francisco Gomes 2006-04-17 (foto-reportagem em www.lifecooler.pt)