
quinta-feira, outubro 09, 2008
Surreal

quarta-feira, outubro 08, 2008
Maputo...
O trânsito
Avenida Eduardo Mondlane
Baixa da cidade
Praça da Independência
Maputo shopping
A Avenida 24 de Julho é uma das mais animadas e emblemáticas; manteve o mesmo nome após a independência; é bastante extensa, do centro da cidade até quase sair dela - ou, como canta um rapper moçambicano, "a 24 de Julho começa no luxo e acaba no entulho".
O luxo
O entulho da 24 de Julho
A capital moçambicana é uma cidade surpreendentemente viva, com uma imensidade de atractivos, desde uma vida cultural cada vez mais animada à agitação dos mercados de rua, onde o contacto com as gentes de Moçambique - de coração aberto e largo sorriso - providencia uma mostra preciosa da hospitalidade local; o que contribui para fazer de Maputo uma das capitais mais agradáveis de África. Numa sociedade com mil rostos, profundamente multicultural e multiétnica, há uma vontade de transformar o quotidiano e de acreditar no futuro.
O quotidiano das ruas é um testemunho exemplar da luta pela sobrevivência da gente moçambicana: uma multidão de vendedores ambulantes - por todo lado - dispõe sobre os passeios ou carrega uma espantosa variedade de mercadorias que respondem a quase todas as necessidades - quinquilharia chinesa, fruta tropical, roupas, carregadores de telemóvel, artesanato, relógios de marcas famosas em contrafacção, caju torrado, etc. É uma atmosfera que revela a vitalidade da economia informal, sustento de grande número de famílias moçambicanas, e que confere ao quotidiano da grande cidade uma animação permanente. Nem a indiferença do turista consegue apagar a esperança e a persistência do vendedor: "Ei sinhora... faço bom preço... não paga para olhar...".
Vendedores ambulantes no passeio da Av. 24 de Julho
Miguel (na foto) é um exemplo desses vendedores persistentes a deambular pelas ruas da cidade, interpelando quem tem pinta de turista... Um final de tarde, a caminho de casa, veio-me mostrar as suas capulanas, insistindo que deveria ser bagagem obrigatória no meu regresso à metrópole... O negócio não se concretizou... teria de ficar para uma próxima oportunidade... Uns dias mais tarde, encontrei-o noutra ponta da cidade... reconheceu-me... e tive mesmo de trazer a capulana na mala de volta a Portugal... "Uma compra maningue nice" nas palavras do próprio...
Ao longo da marginal...
Restaurante Costa do Sol, um ícone da cidade...
Camarões à Nacional...
Vale a pena visitar...
- a estação dos Caminhos de Ferro e a sua imponente fachada, gizada pela pena de Gustav Eiffel;
A fachada
- o Jardim dos Namorados... onde o nosso paladar se delicia com um batido de maracujá (dos melhores do mundo) e o olhar se perde nas profundezas do Índico ali plantado;
- o Museu de História Natural, um edifício de arquitectura neo-manuelina, tem uma interessante secção de etnografia que reúne escultura e máscaras macuas, além de um mural de Malangatana no jardim;
No exterior
No interior do museu
No jardim
- a Sé;
- a Igreja de Santo António do Polana, vulgo Espremedor de Laranjas;
No interior
- o mural "Ode a Samora Machel" que se situa na Avenida Marginal, mesmo em frente ao Clube Naval, tem cerca de 700 metros e o seu autor é Naguib, um pintor moçambicano. Por ocasião do 120º aniversário da cidade de Maputo [em 2007], colocou estes azulejos com a ajuda de um grupo de alunos de Belas Artes.
"O ignorante é incompetente. O incompetente julga saber tudo."
"A emancipação da mulher não é um acto de caridade."
"Não se pergunta a um escravo se quer ser livre"
Quem dispõe de abastada disponbilidade financeira, aconselho uma estadia no mítico Hotel Polana. O melhor da cidade (e também o mais caro). Bar, Restaurante, Salão de Chá, Pastelaria e Casino. Uma sumptuosa piscina completa o requinte deste magnífico edifício estilo colonial impecavelmente conservado.
A piscina
As primeiras impressões em Maputo podem frustar parcialmente expectativas demasiado optimistas. Quem aterra nesta cidade e está à espera de encontrar mais do mesmo, ou seja, uma Europa nos seus primórdios... é melhor nem sair do aeroporto e apanhar o primeiro avião de volta. Não é uma cidade que desperte uma paixão assolapada - daquelas que à primeira vista turvam a razão -, mas é um lugar que precisa de tempo, que requer conquistas diárias e compreensão mútua, mas depois alimenta romances longos e duradouros com os forasteiros (como eu!).
Ao deambular pelas ruas daquela cidade, senti-me em casa... o que não é de estranhar porque a riqueza deste país está nas suas gentes, um povo de pródiga comunicação, de generoso verbo que soa como uma música familiar.
domingo, outubro 05, 2008
Kruger Park...
na fronteira
Kruger Safari... Here I go...
O Kruger Park abrange uma área com cerca de 350 km de comprimento e 60 de largura localizada ao longo da fronteira moçambicana (quase vinte mil quilómetros quadrados). Criado há oitenta anos, em 1926, por fusão de duas reservas, é um dos dez parques naturais mais importantes do mundo, hospedando uma grande variedade faunística: mais de quinhentas espécies de aves, 112 de répteis e 150 de mamíferos.
Os chamados «Big Five» - leão, leopardo, búfalo, elefante e rinoceronte - estão muito bem representados.
Entre as numerosas espécies representadas na fauna do Kruger encontram-se também populações significativas de girafas, antílopes, veados, chitas, hienas, crocodilos, e hipopótamos e grande variedade de macacos.
Assim se passou um dia no meio da savana africana... a vida selvagem... ao vivo e a cores... a natureza em estado puro... a bordo de veículo próprio. Contudo, houve algumas ausências... o rei da selva não deu as caras o dia todo... e o senhor leopardo também não apareceu... vai ter de ficar para uma próxima oportunidade... sem dúvida, uma experiência a repetir assim que possível...
É importante referir que há um limite de entradas diárias no parque, por isso convém ir cedo para a viagem não ser em vão... às 18h as saídas são fechadas e quem não conseguir chegar a uma das portas (Malelane, no nosso caso), terá de dormir no parque e esperar pela sua abertura... É proibido sair dos veículos, existem áreas específicas para o fazer... qualquer semelhança com uma área de serviço de uma auto estrada não será mera coincidência (lol).
PS- A aventura africana continua...
